segunda-feira, 9 de junho de 2014

Evangelismo Estratégico

 
EVANGELISMO E MISSÕES
"Em todos os lugares, de todas as formas"
                Queremos que todos conheçam Jesus, em todos os lugares, de todas as formas. Cremos que não há uma única maneira de fazer missões, investimos na diversidade, e assim temos realizado a obra missionária lançando mão de inúmeras estratégias. Aqui você pode conhecer um pouco daquilo que temos realizado dentro deste propósito e visão.

1. Impactos Evangelísticos
RecenseamentoUm local (bairro ou cidade) é escolhido para receber o Impacto, onde a nossa equipe trabalha durante todo o dia, realizando diversas atividades em diferentes pontos estratégicos previamente estabelecidos. O propósito é, como o nome já diz, impactar o local com a mensagem do Evangelho. As atividades realizadas variam de acordo com as necessidades e recursos levantados, mas na maioria das vezes, durante o Impacto nossas Brinquedos para as criançasequipes trabalham nas seguintes áreas:
Recenseamento de casa em casa;
Trabalho com crianças nas praças (brincadeiras, oficinas, pintura, brindes);
Apresentações de música, dança e teatro ao ar livre;
Serviços gratuitos para a população: Atendimento na area de saudeatendimento psicológico e jurídico, cabeleireiro, manicure, assistência médica (aferimento de pressão, teste de glicemia, controle de obesidade, orientações gerais), assistência odontológica (exames e diagnósticos, orientações profiláticas de higiene), etc.
Evangelismo pessoal;
   
2. Blitz

               No ritmo acelerado da sociedade em que vivemos, rápidas abordagens pessoais e apresentações artísticas de curta duração se tornam ferramentas poderosas para a transmissão do Evangelho.
Peças de teatro, pantomimas, distribuição de “pulseiras evangelísticas” com o plano de salvação, e apresentações de dança e artes circenses são algumas das atividades realizadas em locais estratégicos, tais como: feiras livres, shows, semáforos, praças e parques, eventos culturais de grande porte, pontos turísticos, shoppings, enfim, onde for possível.
"Em todos os lugares, de todas as formas..."
 Pulseiras com o plano de savacaoBlitz Evang durante o Carnaval


3. Kids Games e Teen Games

               São eventos esportivos, com gincanas, brincadeiras, atividades culturais e distribuição de brindes, onde o amor de Jesus é apresentado a crianças e adolescentes de maneira lúdica e efetiva. Pode ser realizado em ginásios, parques, escolas, clubes ou qualquer outro lugar com estrutura para receber as crianças com segurança e comodidade.
Teen Ganes no Parque AquaticoKids Games
  
 
4. Visitas a hospitais, orfanatos, asilos e clínicas de recuperação
Visitacao em asilos

               Algumas instituições são, por si só, locais de sofrimento e dor. Através de uma palavra amiga de encorajamento, brincadeiras saudáveis e simples demonstrações de carinho e atenção, o enfermo se reanima, o viciado tem sua alegria renovada e o idoso não se sente mais só. A assistência em locais onde as pessoas normalmente estão abandonadas, enfrentando lutas e precisando de ajuda, tem socorrido os aflitos e levado esperança a corações carentes de amor. É o Evangelho todo sendo levado a todas as pessoas.


5.  Cursos de Artesanato
               Os cursos de trabalhos manuais oferecidos gratuitamente pela igreja à população, tem apresentado aos participantes um passatempo saudável e aberto portas para uma maneira de aumentar o orçamento doméstico. Além disso, tem atraído pessoas da comunidade para um contato mais próximo com o Evangelho e a mensagem da Salvação. Homens e mulheres que chegam para aprender a costurar, bordar, tecer ou pintar, aprendem também o quanto são amados por Jesus, e o que precisam fazer para obterem a vida eterna prometida por Ele.

6. Assistência a moradores de rua

               Os moradores de rua, marginalizados e desprezados pela sociedade, são também seres humanos pelos quais Jesus deu a vida. Muitas vezes vítimas de políticas Cristo na madrugadasociais ineficientes, da falta de estrutura familiar ou de suas próprias fraquezas emocionais, o morador de rua possui uma rica história de vida e apresenta inúmeras necessidades, não só materiais para suprir fome e frio, mas também sociais e espirituais. Levar-lhes um pouco de calor humano, roupas, alimentos, sorrisos, abraços, bem como a mensagem gloriosa da cruz é o mínimo que Jesus espera que façamos.




Copiado de:


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Brasil e Índia: O começo de um processo para endireitar as veredas!


“Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas. Todo o vale se encherá, E se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão; “ Lucas 3:4-5

Há algumas semanas recebemos em nossa igreja a visita do missionário Cadjhi. Cadjhi é indiano e trabalha com sua esposa no resgate de crianças em situação de risco no país mais populoso do mundo.

               Ouvimos relatos de crianças de oito anos iniciadas na prostituição. Um deles permanecia escondido embaixo da cama da mãe, ouvindo tudo, pois poderia ser estuprado caso saísse. Como todo culto nesse teor, foi muito emocionante! E uma emoção válida!! Não aquela emoção particular, da qual você chora e sai sem transformação, mas uma emoção que desencadeia uma busca por “endireitar as veredas”. Mas “endireitar as veredas” só se produz se os efeitos daquela noite perdurarem daqui pra frente. Não adianta entendermos a situação da Índia, ou de qualquer ambiente tortuoso, e continuarmos em nosso estado de “nada fazer”:                              

 “Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência. Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu, mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer. “ Tiago 1:23-25
 
        E apesar de nosso país não abrigar um sistema de castas (alguns dirão que existe, mas não é tão rígido quanto na terra do rio Ganges), temos problemas muito parecidos aqui, pertinho, nas terras da tia Dilma. Vejam os dados:
• *1 O número de trabalhadores infantis na indústria do sexo estacionou em 500 mil em 2012, de acordo com o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, uma rede de organizações não-governamentais. O número aponta um crescimento desde 2001, quando 100 mil crianças trabalhavam na indústria do sexo, de acordo com iniciativas da UNICEF(...) Com o Brasil às vésperas de sediar a Copa do Mundo neste ano, autoridades temem pela explosão da prostituição infantil.

• *2 O mapeamento da PRF mostra ainda que, entre 2011 e 2012, o Brasil tinha 1.776 pontos vulneráveis à prostituição infantil. Deste total, 691 são pontos críticos, 480 pontos são classificados como de alto risco, 349 pontos de médio risco e 256 de baixo risco. O Nordeste tem o maior número de pontos críticos, mas, em números absolutos, o Centro-Oeste lidera.

 O que fazer?
                     O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo? Isaías 58:6-7
                     Precisamos de um movimento espiritual! Os índices de corrupção, prostituição infantil, acidentes naturais só aumentam, pois estamos enclausurarados em nossas paredes! Precisamos de um movimento de intervenções, de AÇÕES PROFÉTICAS! As igrejas e  comunidades evangélicas abrigam quase 26% da população brasileira, uma massa que pode alterar os rumos de qualquer país.  O SENHOR nos diz claramente em Is 58: Este é o jejum que o SENHOR quer de nós:
1. Mobilização. Marquem um dia para distribuir panfletos de combate à prostituição infantil em lugares com grande fluxo de caminhoneiros ou postos de gasolina em beira de estradas. Exibam filmes sobre o assunto em telões;
              
2. Apoio. Procurem informações sobre organizações que trabalham no combate a exploração do trabalho infantil. Reúna os grupos de jovens, adolescentes e adultos de sua igreja para apresentar a situação, orar e estudar o que o Pai nos diz, na Palavra, sobre ao assunto (sugiro a leitura de Is 58; Miqueias 6.6-16; Atos 10.38; Ef 2.10; Fp 4.8 Tiago 1.27; 1 Pe 2.15,20);

 3. Intercessão. Orem incessantemente por este problema. Vamos pedir a Deus que nos ponha como obreiros da seara para que possamos clamar por outros. Entramos num processo de ação: então mãos à obra! Se não conseguirmos transformar o mundo, pelo menos deixaremos uma marca!

Fontes de apoio:

*1 http://esportes.terra.com.br/futebol/copa-2014/as-vesperas-da-copa-do-mundo-prostituicao-infantil-e-preocupacao-em-sedes,97ac46ac709b2410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html *2 http://noticias.r7.com/brasil/cinco-estados-concentram-metade-dos-pontos-de-prostituicao-infantil-em-rodovias-federais-11102013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Desafios Internos à Evangelização no Brasil


E irão muitas nações, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR, e casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do SENHOR.


Miquéias 4:2
 
E não ensinará cada um a seu próximo, Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; Porque todos me conhecerão, Desde o menor deles até ao maior.

Hebreus 8:11
 
 
      Houve um tempo em que eu repetia o jargão: "o Brasil é do Senhor Jesus". Caí em descrédito! Hoje, Jesus é um nome muito conhecido no Brasil a ponto dos cristãos terem muito espaço na mídia (inclusive na mídia internacional: we are in the Forbes!), mas não sei se essa marcha é pelo Evangelho de Jesus.
 
 
      No Brasil não há uma só pessoa que nunca tenha ouvido falar o nome de Jesus, seja por meio de rádio, televisão, folhetos, impressos, marchas ou shows. Estamos nas novelas e "temos" emissoras de televisão. Mas será que tanta evidência está servindo à causa do Evangelho? E que aparentes vantagens têm se apresentado como grandes diiculdades?
 
 
      1) Dificuldades Teológicas- Eu não me sinto a vontade pra falar desse ponto. Sou leigo e não tenho respaldo de nenhum autor. Mas sei que os rumos que se tem tomado não são os melhores. Conheço um pouco da Teologia da Missão Integral, Teologia Reformada, Teologia Pentecostal (formas diferentes de se aplicar os ensinos de Cristo e dos apóstolos), mas a alcunhada de Teologia da Prosperidade foi uma MALDITA escolha! Por causa dela, quem não é cristão pensa duas coisas dos evangélicos: ou que tudo dá certo na vida de quem diz que crê em Deus ou que são um monte de alienados que não sabem o que é exclusão social e corrupção. Vira e mexe sai uma "musiquinha da moda" falando de 'restituição', 'só vitória', 'promessa'.   Sobre essas coisas deixo claro aos não-cristãos que acredito em milagres, que são excepcionalidades às regras naturais e sociais. Mas, são EXCESSÕES!! Nenhum cristão vive de milagres o ano todo, a menos que ele considere mais um dia de vida como um milagre de Deus. O correto é que as mesmas condições a que estão subordinados os "cristãos" também subordinam-se os "não-cristãos" (palavras de Jesus; não minhas. Em Mat 5.45).  
        Em alguns de meus encontros com os que não se professam cristãos, perguntei sobre o que achavam da sua situação diante de Deus. Muitos entendem que se tudo vai bem com a família, os amigos, o emprego e seus bens, então tudo está bem com o Criador também. Isso tem a ver com a mensagem que lhes é passada e tem sido um percalço na missão de levar pessoas ao conhecimento de Deus.
 
 
       2) Dificuldades na Expansão- Pra quem é cristão bíblico (e digo isso para reflexão dos não-cristãos), Fé e Expansão estão intimamente ligados. Sabemos que, sob a bandeira da (falsa) evangelização muita gente foi assassinada, povos  destruídos e culturas exterminadas. Mas não se pode supor que a água que está dentro de um copo sujo está suja. O Evangelho do Amor de Deus não nos ensinou a tomar espadas ou armas contra povo nenhum (Mat 26.51 e 52; Apoc 13.9,10). Quem ler partes do Antigo Testamento verá guerras e sangue em uma época em que os povos eram bárbaros e sacrificavam crianças (sobre isso, recomendo a leitura do Livro "Uma história politicamente incorreta da Bíblia"). O Evangelho traz tatuado em si a proposta de chegar a todo o mundo e a todas as pessoas de forma não violenta.
 
           Mas não podemos parar no Brasil. Muitas Denominações Brasileiras, dividem-se como "gremilins" e a cada divisão implantam uma nova filial onde já existe um número suficiente de denominações. Isso facilita, em alguns aspectos, a evangelização daquela localidade. Por outro lado, perde-se, porque muitos desses líderes poderiam estar em países e localidades onde ainda não haja pregação do Evangelho. No entanto, fincam-se em terra já arada!      
             3) Dificuldades na mensagem -  Se por um lado temos um diálogo bem mais aberto com os que "estão de fora", por outro lado tem se perdido em essência da mensagem. Não é necessário mudar a mensagem para ser agradável, ainda mais num contexto de respeito às diferenças em que hoje vivemos. Não precisamos ser impostores, mas também não podemos ser por demais concessivos. Não podemos ser incômodos, mas nem por isso agradáveis a qualquer custo. Não podemos ser inflexíveis, mas não significa, por isso, modeláveis!
 
              Uma sugestão simples para entender o Evangelho (e o que não é) é examinando o relato da vida de Jesus feito por Mateus, Marcos, Lucas e João. Você vai ver, por exemplo, que Jesus não fazia publicidade de seus milagres para atrair visitantes e nem determinava o dia em que ele faria milagres, como vemos alguns fazendo por aí achando que estão "fazendo" evangelho.      
 
              Embora essas e outras dificuldades coloquem-se à nossa frente não podemos deixar de ensinar quem é Cristo. Não que os cristãos tenham um domínio de quem é Jesus e sejam os únicos que compreendem isso (temos errado tanto)! Mas, à medida que prosseguimos nesse conhecimento não podemos deixar de passá-lo a outros. E mais ainda: de vivê-lo!!!!!
 
               

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Religião e alucinação

(Não concordo com os rumos que o Gondim tem tomado. Mas esse texto compilou tudo em que acredito!)

Religião e alucinação


Por Ricardo Gondim



Tenho muita pena dos crédulos. Chego a chorar por mulheres e homens ingênuos; os de semblante triste que lotam as... magníficas catedrais, na espera de promessas que nunca se cumprirão. Estou consciente de que não teria sucesso s...e tentasse alertá-los da armadilha que caíram. A grande maioria inconscientemente repete a lógica sinistra do “me engana que eu gosto”.



Se pudesse, eu diria a todos que não existe o mundo protegido dos sermões. Só no “País da Alice” é possível viver sem perigo de acidentes, sem possibilidade da frustração, sem contingência e sem risco.



Se pudesse, eu diria que não é verdade que “tudo vai dar certo”. Para muitos (cristãos, inclusive) a vida não “deu certo”. Alguns sucumbiram em campos de concentração, outros nunca saíram da miséria. Mulheres viram maridos agonizar sob tortura. Pais sofreram em cemitérios com a partida prematura dos filhos. Se pudesse, advertiria os simples de que vários filhos de Deus morreram sem nunca verem a promessa se cumprir.



Se pudesse, eu diria que só nos delírios messiânicos dos falsos sacerdotes acontecem milagres aos borbotões. A regularidade da vida requer realismo. Os tetraplégicos vão ter que esperar pelos milagres da medicina - quem sabe, um dia, os experimentos com células tronco consigam regenerar os tecidos nervosos que se partiram. Crianças com Síndrome de Down merecem ser amadas sem a pressão de “terem que ser curadas”. Os amputados não devem esperar que os membros cresçam de volta, mas que a cibernética invente próteses mais eficientes.



Se pudesse, eu diria que só os oportunistas menos escrupulosos prometem riqueza em nome de Deus. Em um país que remunera o capital acima do trabalho, os torneiros mecânicos, motoristas, cozinheiros, enfermeiras, pedreiros, professoras, terão dificuldade para pagar as despesas básicas da família. Mente quem reduz a religião a um processo mágico que garante ascensão social.



Se pudesse, eu diria que nem tudo tem um propósito. Denunciaria a morte de bebês na Unidade de Terapia Intensiva do hospital público como pecado; portanto, contrária à vontade de Deus. Não permitiria que os teólogos creditassem na conta da Providência o rio que virou esgoto, a floresta incendiada e as favelas que se acumulam na periferia das grandes cidades. Jamais deixaria que se tentasse explicar o acidente automobilístico causado pelo bêbado como uma “vontade permissiva de Deus”.



Se pudesse, eu pediria as pessoas que tentem viver uma espiritualidade menos alucinatória e mais “pé no chão”. Diria: não adianta querer dourar o mundo com desejos fantasiosos. Assim como o etíope não muda a cor da pele, não se altera a realidade, fechando os olhos e aguardando um paraíso de delícias.



Estou consciente de que não serei ouvido pela grande maioria. Resta-me continuar escrevendo, falando… Pode ser que uns poucos prestem atenção.



Soli Deo Gloria